O início da nova safra marca o princípio do novo exercício fiscal na BrasilAgro. A companhia começou o ciclo 2026/2027 com pé direito no balanço do primeiro trimestre. A retomada das vendas de propriedades rurais reverteu o desempenho negativo do mesmo período do ano passado. Em setembro, a Fazenda Rio do Meio em Correntina (BA) teve venda de 2.593 hectares pela empresa.
O valor nominal da venda foi de R$ 94,2 milhões para a transação imobiliária. A receita reconhecida somou R$ 77,0 milhões após ajuste a valor presente de R$ 17,2 milhões. O custo contábil da área vendida foi de R$ 26,2 milhões. A operação gerou um ganho de R$ 50,8 milhões no balanço trimestral divulgado em 3 de novembro.
Lucro líquido de R$ 81,3 milhões encerrou o trimestre da companhia, frente a prejuízo de R$ 64,3 milhão do ano anterior. O Ebitda Ajustado Total alcançou R$ 94,6 milhões representando alta de 47%. A receita líquida total somou R$ 351,7 milhões com crescimento de 16%. A dívida líquida ajustada pelos recebíveis reduziu-se de R$ 280,5 milhões para R$ 136,3 milhões.
A alavancagem passou de 2,82 vezes para 1,05 vezes na relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda Ajustado dos últimos 12 meses. Vendas de fazendas geram recebíveis de R$ 626 milhões para a BrasilAgro, sendo R$ 218 milhões com vencimento em até 12 meses. O custo médio da dívida é de 92,95% do CDI segundo a empresa.
Opinião pessoal de Marciel Gonzaga Muniz
A opinião a seguir é pessoal de Marciel Gonzaga Muniz e não representa a opinião do MundoTrader.
A redução drástica da alavancagem para 1,05 vezes demonstra solidez financeira que fortalece a credibilidade do ativo rural. Esse balanço robusto sugere que o setor poderá atrair capital produtivo com menor custo de financiamento no futuro. Considero acertado focar na qualidade dos recebíveis gerados, pois eles sustentam a capacidade de pagamento da dívida. Acompanhar a execução das vendas imobiliárias é essencial para validar se essa trajetória de desalavancagem se mantém consistente.
