De acordo com a Fortune, autoridades monetárias internacionais têm acelerado a redistribuição global de suas reservas de ouro, revertendo a concentração histórica desses ativos nos Estados Unidos. Recentemente, o banco central holandês transferiu dezenas de toneladas de ouro custodiadas em Nova York e no Canadá para Londres, com o objetivo de reforçar a preparação para crises e assegurar acesso imediato a um dos maiores polos mundiais de comercialização do metal. A medida soma-se à iniciativa da França, que concluiu a repatriação integral de suas reservas alocadas no Federal Reserve de Nova York.
Conforme especialistas do Conselho Mundial do Ouro citados na reportagem, a movimentação de reservas por bancos centrais não reflete intenção de venda, mas uma busca estratégica por liquidez, mitigação de riscos jurisdicionais e diversificação de custódia. Embora parlamentares de nações europeias como Alemanha e Itália manifestem receios políticos sobre a permanência de bens sob jurisdição norte-americana, analistas ressaltam que o rearranjo atual busca garantir que os recursos continuem disponíveis e operáveis sob cenários de estresse econômico internacional.
Fonte: Fortune · 18/10/2026
