Segundo informações divulgadas pelo TheStreet, a forte expansão na infraestrutura para suportar projetos de inteligência artificial foi amplamente financiada pela contratação de dívidas, gerando cautela nos mercados financeiros diante de indicativos de novas altas nas taxas de juros. O levantamento da publicação destaca que grandes corporações do segmento emitiram centenas de bilhões em bônus para sustentar projeções trilionárias de gastos futuros, movimento que amplifica o peso dos encargos financeiros sobre companhias alavancadas.

O impacto desse cenário é visível na CoreWeave, conforme relata o veículo. Apesar do salto nas receitas apurado até o trimestre de junho, a companhia apresentou prejuízo líquido e viu suas despesas com juros absorverem cerca de 25% do faturamento, enquanto carrega dezenas de bilhões de dólares em obrigações de curto e longo prazo. Embora analistas e a liderança da empresa sustentem que uma robusta carteira de pedidos futuros com grandes clientes fornece respaldo, a classificação de risco da dívida em níveis especulativos impulsionou custos de proteção contra inadimplência e reduziu o valor de suas ações.

A Oracle enfrenta situação semelhante de expansão do endividamento, embora disponha de margens operacionais mais amplas para cobrir despesas de juros. Conforme detalha a matéria, a empresa acumula um passivo de 167 bilhões de dólares e lida com previsões de déficit em seu fluxo de caixa livre futuro para o ano fiscal de 2027, fator que recentemente motivou a redução de sua nota de crédito para patamares imediatamente superiores à faixa de alto risco.

Fonte: TheStreet · 18/10/2026