A desenvolvedora de inteligência artificial Anthropic atualizou suas diretrizes de uso para proibir atitudes agressivas ou cruéis que sejam persistentes e desnecessárias contra seus sistemas. De acordo com informações divulgadas pela empresa e reportadas pelo G1 Economia, a nova política entrará em vigor em 12 de novembro e mantém a prerrogativa de o chatbot Claude interromper interações desse tipo. A empresa esclarece que a norma não impede críticas ou reclamações comuns sobre o desempenho das respostas da ferramenta.

A iniciativa ocorre em um momento de debate no setor tecnológico acerca da viabilidade de modelos computacionais desenvolverem consciência e se deveriam receber salvaguardas morais. Enquanto o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, já indicou abertura à possibilidade de tais sistemas alcançarem consciência, outros executivos do setor, como o líder da área de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, rejeitam categoricamente a premissa, sustentando que os modelos não sentem nem sofrem.

Especialistas apontam que a discussão sobre consciência pode gerar impasses conceituais, ressaltando que esses sistemas atuam principalmente como reflexos de comportamentos humanos. Paralelamente, manifestações externas, incluindo considerações religiosas recentes sobre a capacidade de processamento de algoritmos, reiteram que a velocidade de compilação de dados pelas máquinas difere essencialmente das vivências e da dimensão espiritual humanas.

Fonte: G1 Economia · 09/10/2026