De acordo com informações do OilPrice e dados da Reuters e da Argus divulgados pelo ZeroHedge, o salto expressivo nos custos dos fretes marítimos gerou um excesso de petróleo pesado nas Américas. Esse represamento logístico derrubou em cerca de 10 dólares por barril os preços de referência de exportadores como Canadá, Colômbia e Equador, reduzindo o interesse imediato de compradores que dependem de longas rotas de navegação.
Os valores de transporte dispararam impulsionados pelas tensões no Oriente Médio, onde petroleiros têm sido desviados e utilizados para operações de transbordo no Golfo de Omã antes do envio para grandes embarcações. Como consequência, o custo de envio das Américas para a Ásia chegou a superar 80 milhões de dólares por viagem, o equivalente a cerca de 40 dólares por barril, enquanto a rota até a Europa subiu para 46 milhões de dólares, tornando inviável a compra para diversas refinarias internacionais.
A indisponibilidade de navios e os custos proibitivos ameaçam prolongar o aperto global na oferta de diesel, derivado cuja produção exige maior proporção de petróleos mais densos. Conforme analistas consultados pela cobertura, o descompasso entre a abundância da matéria-prima nas Américas e a escassez nos mercados europeu e asiático deve perdurar enquanto a frota naval continuar retida nessas operações logísticas no Golfo Pérsico.
Fonte: ZeroHedge · 16/10/2026
