O ROE mostra a eficiência de uma empresa em gerar lucro com o dinheiro dos acionistas. É um dos indicadores favoritos dos investidores de longo prazo.

Como calcular

ROE = Lucro líquido ÷ Patrimônio líquido

Exemplo: lucro anual de R$ 2 bilhões e patrimônio de R$ 10 bilhões → ROE de 20%.

O que é um bom ROE

Não existe número mágico, mas três comparações ajudam:

  1. Com o custo de capital: no Brasil, com juros altos, um ROE abaixo da Selic por muitos anos é sinal ruim.
  2. Com concorrentes: bancos como Itaú e Bradesco são frequentemente comparados pelo ROE.
  3. Com o histórico: consistência vale mais do que um ano excepcional.

Análise DuPont

O ROE pode ser decomposto em três partes:

ROE = Margem líquida × Giro do ativo × Alavancagem

Isso mostra se a rentabilidade vem de margens altas, de eficiência no uso dos ativos ou de dívida. ROE inflado por dívida é mais arriscado.

Cuidados

  • Lucros não recorrentes inflam o ROE de um ano.
  • Patrimônio muito pequeno (ou negativo) distorce o indicador.
  • Recompras de ações reduzem o patrimônio e elevam o ROE.

ROE e valuation

Empresas com ROE alto e sustentável costumam negociar com P/VP e P/L maiores. A WEG é um exemplo citado com frequência.

Veja o guia de análise fundamentalista.

Perguntas frequentes

FAQ
O que é ROE?

Return on Equity: o lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido. Mostra quanto a empresa gera de lucro para cada real dos acionistas.

O que é um bom ROE?

Depende do setor, mas um ROE consistentemente acima do custo de capital (que no Brasil costuma ser alto por causa dos juros) é sinal de boa rentabilidade.

ROE alto é sempre bom?

Não. Pode ser resultado de muita dívida ou de patrimônio pequeno por prejuízos passados.

SL
Sancler Leal - Analista CNPI

Analista de valores mobiliários certificado CNPI e trader desde 2008. Fundador do Mundo Trader, que desde 2017 forma traders e investidores em day trade, forex e investimentos. Opera mini índice, mini dólar, forex e ouro com price action.

Conteúdo educativo. As informações deste artigo não constituem recomendação de compra ou venda de ativos. Investimentos em renda variável e operações alavancadas envolvem risco de perda.