De acordo com informações do Politico Europe, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que o bloco não pretende abrandar as punições aplicadas aos combustíveis fósseis procedentes da Rússia. O posicionamento surge após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um pacto com o líder russo, Vladimir Putin, para suspender temporariamente restrições ao diesel até abril de 2027 diante do encarecimento do petróleo. Em discurso no Parlamento Europeu, von der Leyen sustentou que Moscou não representa um fornecedor seguro, mencionando cortes anteriores de gás promovidos pelo país.

A publicação aponta ainda que a dirigente europeia abordou as assimetrias comerciais com a China e confirmou a apresentação de um instrumento de defesa comercial para dezembro. Baseado em sugestões da França e da Alemanha, o mecanismo permitirá ao executivo comunitário restringir a entrada de mercadorias que prejudiquem o mercado único, focando especialmente em proteger a produção europeia de maquinário industrial e de químicos perante a concorrência chinesa.