Os líderes da União Europeia retomarão as discussões sobre o orçamento de sete anos do bloco em novembro, visando selar um pacto definitivo até o final do ano. Segundo o Politico, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, alertou que postergar as negociações pode comprometer repasses a agricultores e pesquisadores a partir de 2028, além de deixar as deliberações vulneráveis ao calendário eleitoral de 2027 em países como França, Itália e Polônia.

A tentativa de consenso enfrenta divergências profundas entre os membros. O chamado grupo de nações frugais, encabeçado pela Alemanha e composto por Holanda, Áustria, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Bélgica, defende reduções orçamentárias mais acentuadas do que a proposta inicial de corte. Em contrapartida, os governos da Espanha e da Itália posicionam-se contra novas diminuições de despesas públicas comunitárias.

Para tentar aproximar as partes e compensar as contribuições dos países, Costa pretende apresentar novos números e avançar na criação de receitas próprias para a União Europeia. Entre as alternativas em análise relatadas pela publicação estão a implementação de taxas sobre empresas de tecnologia, operadoras de apostas digitais e companhias de criptoativos, além do direcionamento de futuras concessões de frequências 6G.

Fonte: Politico Europe (Financial Services) · 16/10/2026