Com base em relato divulgado pelo ZeroHedge, analistas de energia do banco UBS discutiram com especialistas os desdobramentos de um El Niño considerado o mais intenso registrado em mais de sete décadas. A elevação das temperaturas no Oceano Pacífico pode superar os padrões usuais em mais de 3,5°C, com previsão de que o fenômeno alcance o ápice no início do próximo ano e diminua até maio de 2027.

A avaliação indica que o inverno no Hemisfério Norte tende a registrar médias térmicas superiores ao habitual em polos consumidores de energia, incluindo regiões dos Estados Unidos, Europa e partes da Ásia. Esse panorama promete atenuar a procura por insumos de aquecimento, ainda que não descarte episódios breves de tempestades de neve e gelo severo durante o auge da estação fria.

Em termos geográficos, a previsão sinaliza temperaturas amenas na porção central e sul da Europa e em países asiáticos como Japão e Índia. No território norte-americano, projeta-se tempo chuvoso na faixa sul e condições meteorológicas favoráveis ao incremento na produção de energia eólica decorrente de ventos mais velozes.