De acordo com levantamento de Arend Kapteyn, economista-chefe do UBS veiculado pelo ZeroHedge, as sanções ocidentais e ações militares contra refinarias alteraram a logística de exportação da Rússia em vez de paralisá-la. A participação da União Europeia nas compras do óleo bruto russo caiu de 48% para 4%, enquanto o volume adquirido em conjunto por China, Índia e Turquia subiu de 29% para 77%.

O documento destaca que as exportações russas de petróleo bruto mantiveram-se apenas cerca de 10% abaixo dos patamares anteriores ao conflito, impulsionadas pelo uso de uma frota de embarcações que opera fora dos sistemas de seguros e financiamentos ocidentais. Por outro lado, danos à infraestrutura de refino levaram o país a importar volumes expressivos de derivados, situação incomum para um grande produtor.

A fonte relata ainda que essa recomposição das rotas globais ocorre em meio a discussões sobre o transporte de cargas de combustíveis e pressões no mercado internacional de energia, refletindo os limites práticos das medidas econômicas adotadas contra as vendas petrolíferas russas.