De acordo com o Jornal GGN, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a empresa Meta interrompa o funcionamento do canal de WhatsApp intitulado Exército do Lula, sob coordenação do deputado federal André Janones. A solicitação partiu da equipe de campanha de Flávio Bolsonaro, sob o argumento de que o espaço estaria promovendo distribuição orquestrada de informações inverídicas durante o segundo turno presidencial. A ordem estabeleceu um intervalo de três horas para cumprimento a partir da notificação formal e determinou que a medida vigorará até a conclusão do processo eleitoral.

O magistrado justificou o posicionamento apontando que as retiradas individuais de postagens já não surtiam efeito para impedir o avanço de transgressões eleitorais, frisando que a garantia constitucional da manifestação de pensamento não ampara condutas ilícitas no pleito. Em resposta à medida, Janones declarou publicamente que a decisão se equipara a cerceamento e informou que manterá a atuação de sua rede de apoio, incluindo planos para lançar outra página sob a mesma denominação.

A publicação ressalta ainda que a deliberação ocorreu em processo separado de um procedimento já aberto sob responsabilidade do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Enquanto o corregedor havia estipulado cinco dias para esclarecimentos da defesa e solicitado detalhamento dos apontamentos da acusação, a determinação de Nunes Marques ordenou a suspensão direta e requisitou que a plataforma forneça relatórios adicionais em 48 horas sobre o tráfego de mensagens e outros grupos geridos pelo parlamentar.

Fonte: Jornal GGN · 11/10/2026