A proposta de emenda à Constituição que encerra a escala de trabalho 6 por 1, aprovada pelo Senado, prevê um cronograma de adaptação mais curto do que o registrado em outros países que diminuíram a carga horária semanal, apontam dados da Organização Internacional do Trabalho reunidos pelo Poder360. A medida brasileira estipula um período total de transição de 14 meses a contar da promulgação, sendo dois meses para passar de 44 para 42 horas semanais e mais doze meses para alcançar o teto de 40 horas.
Segundo o levantamento, legislações comparáveis em outros países concederam prazos mais amplos para ajuste do mercado. No Chile, a transição para reduzir a carga de 45 para 40 horas foi programada em três etapas ao longo de cinco anos. Da mesma forma, a Colômbia definiu um intervalo de cinco anos para diminuir a jornada de 48 para 42 horas sem redução salarial.
A publicação cita também o caso da França, onde a alteração de 39 para 35 horas semanais, sancionada no final dos anos 1990, levou anos para ser plenamente implementada de acordo com o porte das empresas e demandou incentivos públicos e negociações sindicais. A Coreia do Sul igualmente adotou modelo escalonado ao reduzir o limite legal de 44 para 40 horas a partir de 2004.
Fonte: Poder360 · 16/10/2026
