De acordo com o portal ZeroHedge, que repercutiu informações da Reuters, funcionários da fabricante de chips Micron em Taiwan podem deflagrar uma greve motivada por discordâncias salariais. O sindicato representativo dos trabalhadores de Taoyuan programou a paralisação para coincidir com uma rodada de mediação da unidade de Taichung, visando compelir a empresa dos Estados Unidos a aprimorar suas propostas de partilha de resultados financeiros.
A mobilização trabalhista afeta um polo que emprega aproximadamente 15 mil pessoas e produz semicondutores DRAM e itens de memória de alta largura de banda, peças que enfrentam restrições de oferta diante do aumento acelerado da demanda por centros de dados voltados à inteligência artificial. O protesto foi autorizado formalmente no início de outubro, após o fracasso de tratativas anteriores realizadas no mês precedente.
A movimentação em Taiwan ocorre em um cenário de monitoramento intensificado sobre a cadeia global de suprimentos tecnológicos, remetendo a atritos similares enfrentados recentemente por outros concorrentes regionais do setor de semicondutores antes da celebração de acordos.
