O Tesouro Nacional arrecadou R$ 33,3 bilhões com a venda de títulos públicos prefixados, assinalando a maior operação dessa categoria desde dezembro de 2020. De acordo com o Poder360, a instituição colocou à venda 42 milhões de papéis e conseguiu negociar 40,8 milhões, impulsionada pelo recuo dos juros futuros no mercado financeiro.
A maior parte do volume comercializado esteve concentrada em títulos com vencimentos menores. Quase 80% das Letras do Tesouro Nacional vendidas possuem prazos estipulados para janeiro de 2028 ou julho de 2029, ao passo que mais de dois terços das Notas do Tesouro Nacional – Série F corresponderam a papéis que vencem em janeiro de 2031. Essa estratégia permitiu captar recursos sem elevar a pressão sobre as taxas futuras.
Conforme a publicação, a movimentação do mercado refletiu o otimismo de agentes econômicos com o cenário eleitoral após o desfecho do primeiro turno, no qual o senador Flávio Bolsonaro superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O recuo imediato das taxas e o aumento do apetite pela dívida brasileira decorreram da percepção dos investidores de maior rigor fiscal caso a oposição assuma o comando do governo federal.
Fonte: Poder360 · 09/10/2026
