Informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo indicam que o desmatamento na Amazônia Legal caiu 42% no ciclo anual mais recente, atingindo 3.335 km², o índice mais reduzido em quase quarenta anos. Simultaneamente, a destruição vegetal no Cerrado recuou 24%, fechando em 5.516 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, a menor taxa registrada pelo sistema Prodes para a região desde o começo da série em 2013.

A apuração atribui os resultados à retomada de diretrizes de preservação, ampliação das equipes de controle e sanções financeiras. Dados do Ministério do Meio Ambiente reportam 76 mil operações fiscalizatórias e a aplicação de R$ 11,8 bilhões em multas pelo Ibama nos últimos quatro anos. No período analisado, o Pará liderou as perdas florestais na Amazônia com 1.130 km², enquanto o Maranhão respondeu pela maior área desmatada no Cerrado, com 1.718 km².

Conforme análise do Observatório do Clima citada pelo veículo, as medidas de contenção florestal evitaram emissões substanciais de gases de efeito estufa sem comprometer o crescimento financeiro do setor agropecuário. Além disso, o BNDES liberou R$ 147,6 milhões originários do Fundo Amazônia para que o Inpe utilize recursos de inteligência artificial na extensão de seus sistemas de monitoramento para outros biomas.

Fonte: Diário do Centro do Mundo (DCM) · 16/10/2026