O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal de WhatsApp denominado "Exército do Lula", criado pelo deputado André Janones para mobilizar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ordem judicial atendeu a uma solicitação da campanha do senador Flávio Bolsonaro, sob a alegação de que o espaço estaria sendo empregado para difundir desinformação sistemática durante a disputa presidencial.

A deliberação provocou forte reação de parlamentares aliados de Lula, incluindo o próprio Janones e a deputada Jandira Feghali, que acusaram a determinação de configurar censura prévia e anunciaram a migração de apoiadores para o Instagram. Paralelamente, informações veiculadas pela imprensa indicam que magistrados do TSE manifestaram descontentamento com o ato de Nunes Marques, classificando-o internamente como um atropelo à atuação do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que já conduzia processo similar e havia requisitado esclarecimentos antes de julgar a demanda.

A determinação impôs à Meta a interrupção das atividades do canal em até três horas, proibindo novas inscrições e mensagens até o desfecho do segundo turno, além de exigir a preservação de registros por um ano. Por sua vez, a coordenação da campanha governista informou que estuda medidas judiciais cabíveis para reverter a medida monocrática.

Fonte: Poder360 · 11/10/2026