O Sudeste Asiático vive um momento de forte atração de investimentos na produção de semicondutores, impulsionado pela corrida do setor de inteligência artificial e pelas estratégias corporativas de diversificação frente às tensões entre Washington e Pequim. De acordo com a Fortune, esse movimento resultou em um volume regional de exportação de chips avaliado em aproximadamente 258 bilhões de dólares, elevando o patamar de renda de países como Vietnã e Filipinas perante classificações do Banco Mundial.
Para transformar a presença fragmentada de fábricas em uma cadeia integrada e competitiva, a Associação das Nações do Sudeste Asiático lançou uma estrutura de cooperação regional durante a presidência da Malásia em 2025. O projeto prevê a divisão complementar de papéis entre as economias locais para agregar valor à produção, combinando a liderança de Singapura em pesquisa e desenvolvimento com a força industrial da Malásia e das Filipinas nas etapas de montagem, testes e empacotamento.
Analistas ouvidos pela publicação ponderam que, por respeitar a soberania nacional dos membros, o modelo depende da disposição individual dos governos em alinhar seus interesses. Para especialistas do setor, o sucesso da iniciativa reside em criar uma rede ágil que reduza burocracias alfandegárias, simplifique a circulação de trabalhadores especializados e unifique padrões técnicos entre os países do bloco.
