A exploração de gás não convencional por fraturamento hidráulico, conhecido como fracking, tornou-se ponto de atenção na corrida presidencial e no Poder Judiciário, reporta o JOTA. Flávio Bolsonaro inseriu em seu plano de governo a meta de incentivar o modelo com base em um programa de segurança energética, enquanto o plano de Lula não aborda a técnica, embora membros de sua administração defendam a autonomia do Executivo para analisar pedidos caso a caso.

A utilização da técnica é tema de ação no Superior Tribunal de Justiça, sob relatoria do ministro Afrânio Vilela, que já destacou o conflito entre o retorno econômico do mecanismo e seus elevados impactos socioambientais. A análise do caso foi postergada pelo tribunal para o período posterior às eleições presidenciais.

A discussão institucional envolve debates sobre a divisão de Poderes, com manifestações governamentais defendendo que diretrizes sobre matriz energética e recursos minerais cabem à esfera administrativa, em contraste com preocupações ambientais e restrições históricas estabelecidas por resoluções anteriores.