De acordo com informações veiculadas pelo Brasil 247, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tenta imprimir celeridade à avaliação de menções a ministros da Corte no âmbito do inquérito do Banco Master. O objetivo da iniciativa é dar uma resposta institucional célere ao tema e atenuar a pressão por pedidos de impeachment no Senado, especialmente após a composição parlamentar que assumirá a partir das eleições de 2026.
A medida foi impulsionada após pedido da PF sobre magistrados citados no processo, procedimento defendido pelo ministro Flávio Dino que atinge seis integrantes da Corte, embora a inclusão de nomes nos relatórios policiais não signifique prova de crime ou culpa. O material recolhido deverá ser submetido ao plenário para avaliar a viabilidade de instauração formal de investigações ou eventual arquivamento por falta de consistência.
O avanço do tema, no entanto, encontra forte resistência e divergências internas no tribunal, evidenciadas em confrontos acalorados anteriores. Devido à necessidade de atos instrutórios, coleta de provas e à proximidade do recesso judiciário de dezembro, integrantes da Corte consideram pouco provável que haja um desfecho ainda em 2026, estendendo o calendário da deliberação para o ano seguinte.
Fonte: Brasil 247 · 14/10/2026
