De acordo com o Poder360, a participação da iniciativa privada é apresentada pela presidência da Associação Brasileira para o Desenvolvimento De Atividades Nucleares como a saída concreta para finalizar a Usina Termonuclear Angra 3. Paralisada desde 2015, a instalação localizada no Rio de Janeiro consome cerca de R$ 1 bilhão a cada ano dos cofres públicos para manutenção básica e quitação de compromissos financeiros, sem que haja uma data definida para a entrega da obra.
A reportagem relata que a recente compra de participação pela Âmbar Energia no segmento nuclear é vista pelo setor como um passo para superar o impasse. Atualmente, a decisão sobre a continuidade das obras depende de posicionamento formal do Conselho Nacional de Política Energética, órgão que recebeu um prazo determinado pelo Tribunal de Contas da União para apresentar uma conclusão sobre o futuro da usina.
Conforme dados do BNDES repercutidos pela fonte, terminar a construção demandaria quase R$ 24 bilhões, montante financeiro próximo ao estimado em caso de rescisão e desmobilização definitiva do projeto. A indefinição prolongada tem gerado perdas financeiras e endividamento para as estatais do segmento, incluindo a Eletronuclear e a fornecedora de combustível nuclear.
