O presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes declarou, em manifestação veiculada pela Revista Oeste, grande apreensão quanto às consequências da proposta aprovada no Senado para reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Segundo o representante, a extinção da escala de seis dias de trabalho por um de folga exigirá a contratação de cerca de 3 milhões de profissionais adicionais para cobrir os cerca de 15 milhões de postos regidos atualmente sob essa sistemática, deflagrando uma disputa agressiva por mão de obra entre estabelecimentos de portes diferentes.
As estimativas apresentadas indicam que o custeio de mão de obra em bares e restaurantes poderá crescer até 20%, o que acarretaria reajustes médios de 7% a 10% nos preços cobrados aos clientes caso os gastos adicionais e os aumentos de fornecedores sejam integralmente repassados. A entidade ressalta que as consequências do novo modelo de trabalho também se estenderão a setores como saúde privada, ensino e administração condominial, podendo prejudicar ainda o ganho de garçons em decorrência da diminuição dos turnos disponíveis para recolhimento de gorjetas.
