De acordo com a Revista Oeste, entidades representativas do agronegócio manifestaram-se após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora tenham acatado o resultado das urnas, diferentes segmentos do setor apresentaram exigências consideradas prioritárias para o próximo mandato, com destaque para a disciplina fiscal, a diminuição das taxas de juros, a melhoria no ambiente de negócios e a garantia de segurança jurídica no campo.
A publicação relata que associações como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, a Associação Brasileira do Agronegócio, a Aprosoja de Mato Grosso e a CropLife Brasil defenderam reformas estruturais e planejamento a longo prazo. Entre os pontos solicitados estão a proteção ao direito de propriedade, a simplificação dos tributos sem aumento de encargos, a previsibilidade regulatória e a continuidade dos aportes em ciência e biotecnologia.
Segundo a matéria, lideranças do setor, a exemplo do produtor e parlamentar Ireneu Orth, demonstraram apreensão com a situação fiscal do país e com o impacto nas linhas de financiamento rural. Houve ainda contestações sobre a atenção dada pelo governo às necessidades dos agricultores, dificuldades de crédito enfrentadas em estados como o Rio Grande do Sul e os possíveis reflexos de alterações nas regras de jornada de trabalho para a atividade agropecuária.
