De acordo com a Agência Senado, os parlamentares devem receber até o encerramento de outubro os cálculos do Tribunal de Contas da União destinados a definir o percentual da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O tributo federal passará a ser cobrado em janeiro de 2027 em substituição ao PIS/Pasep e à Cofins, restando ao Senado definir a alíquota final por resolução até meados de dezembro. Projeções informais atuais trabalham com uma taxa de 9,21% para a esfera federal e de 18,7% para o Imposto sobre Bens e Serviços estadual e municipal, totalizando 27,91%.

Segundo avaliação da Instituição Fiscal Independente reportada pelo veículo legislativo, o espaço para modificações nos percentuais é reduzido, dado o compromisso de assegurar a neutralidade da receita em relação aos tributos descontinuados. A proposta orçamentária de 2027 estima auferir R$ 636,8 bilhões com a CBS e R$ 41,9 bilhões com o Imposto Seletivo. Contudo, especialistas do órgão alertam que indefinições legislativas sobre a incidência do seletivo e a manutenção de exceções tributárias podem pressionar as contas federais ou retardar a arrecadação planejada.

A cobertura da Agência Senado também salienta a presença de travas legais criadas para impedir a elevação descontrolada da carga até o limite de 26,5% previsto para 2033, com mecanismos de ajuste obrigatórios a partir do final desta década se as metas de proporção em relação ao PIB forem descumpridas. Além disso, a extinção gradual do IPI demandará um fundo de compensação aos estados orçado em R$ 33,8 bilhões para 2027, elemento que integrará a apuração do resultado primário e tende a suscitar debates entre os entes federativos.