O risco-país da Argentina alcançou a marca de 710 pontos básicos, marcando o patamar mais elevado registrado desde outubro de 2025, de acordo com informações do G1 Economia. O indicador elaborado pelo JPMorgan registrou um avanço de 35 pontos em relação ao fechamento anterior, completando oito sessões consecutivas em trajetória de alta e acumulando elevação de 35% em um intervalo de um mês.
A piora do índice reflete a retração nos valores dos títulos públicos do governo argentino negociados no exterior, que apresentaram queda média de 1,5% em suas cotações em dólares, somando perda acumulada de 6% em trinta dias. Quando os investidores demandam maiores retornos para adquirir esses papéis, a diferença de remuneração em relação aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos se amplia.
Além das condições domésticas, a dinâmica das taxas de juros norte-americanas também impacta o cenário. O encarecimento da remuneração dos papéis soberanos dos Estados Unidos costuma drenar a atratividade de economias emergentes, elevando as exigências de retorno e ampliando o prêmio de risco cobrado sobre a dívida desses países.
Fonte: G1 Economia · 20/10/2026
