O economista e ex-executivo bancário Marcelo Kayath, visto como possível integrante da área econômica em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, passou a enfrentar contestações entre apoiadores da campanha devido a posições expressas no passado. De acordo com informações do Brasil 247, interlocutores relatam incômodo com a exposição do financista e com avaliações críticas que ele havia feito sobre a gestão de Jair Bolsonaro e de Paulo Guedes.
Kayath havia declarado voto em Luiz Inácio Lula da Silva no pleito anterior e manifestado ceticismo sobre a condução fiscal do último governo. Além disso, falas públicas recentes nas quais sugeriu enxugamento ministerial e rejeitou a concentração de poder em um único titular da Fazenda foram interpretadas por correligionários como um adiantamento inadequado de medidas governamentais.
Diante do cenário de atrito, pessoas ligadas à articulação eleitoral de Flávio Bolsonaro preferem suspender debates sobre composição de ministérios até a definição do segundo turno eleitoral, com o objetivo de mitigar desgastes políticos durante a corrida presidencial.
Fonte: Brasil 247 · 10/10/2026
