De acordo com informações da Revista Oeste baseadas em projeções do Ministério do Planejamento e Orçamento, o governo federal precisará redistribuir aproximadamente R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027. O montante representa um pouco mais de 1% das despesas primárias submetidas ao teto legal e se destina a acomodar medidas recém-anunciadas, como o reajuste do programa Bolsa Família, orçado em R$ 22,7 bilhões, e a realização da terceira fase do Desenrola, estimada em R$ 5 bilhões. Além dos novos gastos, os cofres públicos sofrerão um impacto de R$ 5,3 bilhões em perdas de receitas decorrentes da extinção das apostas eletrônicas.

As contas públicas também terão de incorporar compromissos da corrida eleitoral, a exemplo do passe livre no transporte aos finais de semana, que demandará R$ 12 bilhões oriundos de 26,8% das emendas parlamentares via emenda constitucional, a extensão do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior e o Pix MEI com repasses de até R$ 5 mil. Conforme aponta a publicação, os benefícios mobilizados durante o período eleitoral somaram cerca de R$ 298 bilhões em 2026. Mesmo diante dessa conjuntura de pressão orçamentária, a equipe econômica sustenta a preservação da meta de superávit primário de 0,5% do PIB para 2027, correspondente a R$ 73,2 bilhões.