Informações da Polícia Federal veiculadas pelo G1 revelam que o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, exerceu cobranças reiteradas para que equipes técnicas acelerassem a compra de créditos fornecidos pelo Banco Master. Os diálogos analisados pelos investigadores indicam que o dirigente indicava operações consideradas prioritárias, que totalizavam aproximadamente R$ 1 bilhão no fim de 2024, ignorando alertas sobre inconsistências em dados contábeis e elevados índices de inadimplência.

Segundo o relatório, a conduta ultrapassou as atribuições normais de chefia e configurou um comando direto sobre prazos e execuções técnicas para suprir carências financeiras da instituição privada. A apuração policial indica que a Diretoria Colegiada do BRB aprovou 13 de 14 notas executivas antes do encerramento formal dos laudos técnicos, sem obstar negociações que continham falhas de conformidade.

O episódio compõe a Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Paulo Henrique Costa e do ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro. A investigação esclarece que a tentativa de aquisição da entidade causou prejuízos expressivos ao BRB após a constatação de fraudes e ausência de respaldo financeiro em contratos incorporados, somando injeções que atingiram R$ 16,7 bilhões.