De acordo com reportagem da Agência Pública baseada em levantamento da organização CTRL+Z, as plataformas controladas pela Meta registraram mais de mil casos de sanções e restrições na primeira quinzena de outubro de 2026. O relatório contabilizou centenas de episódios de redução de alcance, limitações de contas e remoções de postagens, destacando que cerca de 22% das punições ocorreram sem aviso prévio ou explicação transparente.

Pesquisadores em direito digital afirmam que as intervenções atingiram desproporcionalmente candidaturas de esquerda, movimentos sociais e a imprensa independente. A atuação motivou contestações após a suspensão da conta de anúncios da campanha à reeleição de Lula em setembro e a derrubada de perfis antes do pleito, práticas que a empresa justificou, em ocasiões anteriores, como cumprimento de decisões do Tribunal Superior Eleitoral.

As críticas se intensificaram após testes apontarem que a ferramenta de inteligência artificial da empresa gerava materiais em apoio a Flávio Bolsonaro, mas se recusava a fazer o mesmo para o candidato do PT. Em resposta às inconsistências, a coligação de Lula acionou a Justiça Eleitoral e determinou o envio de uma representação contra a Meta à Organização dos Estados Americanos.

Fonte: Agência Pública · 15/10/2026