Conforme dados divulgados pela Receita Federal e reportados pela Revista Oeste, o recolhimento federal teve avanço real de 5,62% em setembro de 2026 frente ao mesmo intervalo de 2025, totalizando R$ 239,4 bilhões. O resultado estabeleceu o montante mais elevado já registrado para esse mês específico desde o início do acompanhamento histórico, em 1995. O cálculo leva em conta a correção pela inflação apurada pelo IPCA.

No balanço referente aos nove primeiros meses de 2026, o volume recolhido somou R$ 2,35 trilhões, apresentando um acréscimo real de 6,97% em relação ao mesmo recorte do ano anterior. O órgão atribui esse crescimento principalmente a tributos sobre a folha de pagamentos, PIS/Cofins, recolhimentos sobre rendimentos de capital e impostos cobrados sobre o lucro de empresas, como IRPJ e CSLL.

No setor previdenciário, os ingressos atingiram R$ 64,6 bilhões no nono mês, impulsionados pela evolução da massa salarial, pela receita do Simples Nacional e pelo processo gradual de reoneração tributária. De janeiro a setembro, o segmento acumulou R$ 575,9 bilhões, enquanto a arrecadação de IRPJ e CSLL alcançou R$ 444,2 bilhões.