De acordo com informações veiculadas pelo ZeroHedge, a Bolívia enfrenta uma acentuada crise de abastecimento e desequilíbrio financeiro provocados pelo esgotamento de suas reservas de gás natural e por anos de baixos investimentos no setor. O insumo, que representa cerca de 70% da matriz elétrica do país, teve suas exportações reduzidas em quase 60% na última década. O declínio da produção interna e o aumento nos preços externos de energia elevaram os custos com importações e impulsionaram a inflação nacional.
Para tentar amenizar o quadro econômico, o Congresso boliviano aprovou um empréstimo de 1,9 bilhão de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI), iniciativa que pode viabilizar até 4 bilhões de dólares adicionais de outras instituições financeiras. No entanto, o acordo exige a aplicação de um pacote de austeridade centrado na redução dos gastos públicos e no corte de subsídios governamentais aos combustíveis, medida que já encareceu itens básicos de abastecimento.
Segundo o relato da publicação, as medidas de contenção fiscal e o aumento do custo de vida têm provocado frequentes manifestações populares e bloqueios de rodovias. A insatisfação civil com a perda do poder de compra e com problemas adicionais, como falhas na qualidade dos combustíveis distribuídos, culminou em protestos que cobram a renúncia do presidente Rodrigo Paz.
