De acordo com dados preliminares da consultoria IDC veiculados pelo ZeroHedge, as remessas mundiais de smartphones recuaram 22% no terceiro trimestre na comparação anual, somando 255,3 milhões de unidades. O recuo acentuado no setor é atribuído à escassez e à valorização de chips de memória demandados pelo avanço da inteligência artificial, cujos preços saltaram cerca de 350% desde o ano passado, encarecendo os componentes e elevando o preço final dos aparelhos.
A alta nos custos atingiu com maior intensidade fabricantes chinesas focadas em modelos de menor custo, que enfrentam dificuldades para preservar margens sem afastar clientes sensíveis a reajustes. Paralelamente, empresas como Apple e Samsung ganharam espaço no mercado sustentadas por sua presença na categoria de aparelhos premium e pela estabilidade de suas cadeias de suprimento, enquanto parte dos consumidores prefere prolongar o uso de aparelhos antigos.
Segundo as projeções divulgadas pela consultoria, o volume de distribuição de celulares deve continuar sob forte restrição até 2027, com estimativas de recuperação postergadas para 2028 no cenário mais favorável. A indústria já avalia o encarecimento estrutural de suprimentos como uma transformação prolongada no equilíbrio econômico de todo o mercado móvel.
Fonte: ZeroHedge · 15/10/2026
