Segundo reportagem da Agência Brasil, as propostas apresentadas pelos candidatos que disputam a Presidência apontam caminhos divergentes sobre o papel e o tamanho da estrutura estatal. A candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva privilegia a manutenção das companhias públicas como vetores de desenvolvimento e opõe-se à desestatização de entidades estratégicas como Petrobras, Correios e Embrapa, além de priorizar o avanço de serviços governamentais digitais.
Em contraste, o programa de Flávio Bolsonaro propõe a retomada do Programa Nacional de Desestatização, além da venda de ativos públicos não estratégicos com o objetivo de reduzir a dívida governamental e captar recursos privados. O documento do senador também planeja a implementação de uma reforma administrativa e um corte generalizado de despesas operacionais da máquina federal.
A matéria destaca ainda que ambas as campanhas convergem no investimento em soluções digitais para a população. No entanto, enquanto o plano governista foca em controle social, integridade pública e transição energética das estatais, o plano opositor enfatiza a desregulamentação normativa em áreas trabalhista e tributária, somada à diminuição do número de ministérios.
