De acordo com o Axios, agentes de mercado já apostam que as cotações internacionais do petróleo permanecerão em patamares altos por mais tempo do que o previsto, pressionando a economia global. Essa perspectiva é impulsionada pela diminuição das reservas que antes amorteciam falhas no fornecimento causadas pelo conflito com o Irã, levando os contratos de entrega para 2027 aos níveis mais expressivos desde o início dos confrontos.

Apesar de as exportações a partir do Golfo Pérsico terem superado marcas anteriores à guerra por meio de transferências alternativas, analistas afirmam que tais operações logísticas chegaram ao seu teto operacional. Especialistas apontam que a desconfiança de transportadores e seguradoras marítimas, somada ao encarecimento do transporte e ao receio de ataques, adiciona custos extras consideráveis ao barril.

Além disso, tentativas do governo liderado por Donald Trump de conter os preços antes de eleições legislativas, incluindo autorizações para diesel russo, têm potencial limitado de alívio. Fontes especializadas destacam que os danos a refinarias na Rússia e as restrições geradas por sanções internacionais impedem ampliações substanciais no fluxo exportador daquele país.