Relatório parcial da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero aponta que documentos vinculados a negociações entre o Banco Master, a Tirreno e o BRB foram produzidos somente após questionamentos de órgãos de fiscalização, segundo publica a Revista Oeste. Os apontamentos constam do Inquérito 5.026, em tramitação perante a corte suprema.
Os investigadores afirmam que instrumentos formais inexistiam à época das tratativas e tiveram datas inseridas de maneira retroativa para simular regularidade. De acordo com a apuração policial, a Tirreno carecia de capacidade econômica e de infraestrutura para lastrear as operações de crédito atribuídas a ela, inexistindo comprovantes de movimentações para os alegados beneficiários.
O documento da PF também cita a atuação de um escritório de advocacia na montagem de contratos, instrumentos de cessão e procurações gerados em grande escala. O relatório indica ainda que o BRB deu continuidade à compra de novas carteiras mesmo diante de avisos de setores internos sobre falta de documentação, divergências operacionais e patamares altos de inadimplência.
