A Polícia Civil paulista aguardava acesso completo às gravações das câmeras corporais dos policiais militares envolvidos no assassinato de Gustavo Munis Santana, de 20 anos, ocorrido em Moema, na zona sul de São Paulo. O jovem, que atuava como jovem aprendiz e não portava armas, foi atingido por 27 disparos, enquanto o grupo de quatro policiais realizou um total de 45 tiros, segundo informações divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo com base na Folha de S.Paulo.
De acordo com os registros da ocorrência, a equipe policial alegou ter confundido o aparelho celular do rapaz com uma arma de fogo ao avistá-lo em uma área escura. O procedimento também levanta apurações sobre possíveis inconsistências operacionais, incluindo marcas em viatura que sugerem fogo cruzado entre os próprios agentes e o tempo decorrido até a comunicação oficial do fato ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.
A Secretaria da Segurança Pública do estado determinou o afastamento dos quatro integrantes da corporação das ruas e recolheu o armamento para a realização de perícia técnica. O caso segue sob apuração simultânea por meio de Inquérito Policial Militar, pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo DHPP.
Fonte: Diário do Centro do Mundo (DCM) · 12/10/2026
