A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro incorporou propostas que podem acarretar ampliação nos dispêndios públicos federais, a exemplo da reedição de incentivos tributários ao segmento de eventos e da aquisição governamental de passivos bancários de pessoas físicas e empresas, segundo o Brasil 247. Tais compromissos, contudo, foram divulgados sem a correspondente apresentação de impactos nas contas públicas ou de fontes compensatórias de recursos.
Paralelamente, o plano do parlamentar sustenta a viabilidade de uma economia de duzentos bilhões de reais por meio da supressão de privilégios funcionais, cargos de confiança e despesas operacionais da burocracia estatal. O candidato descartou, entretanto, intervir em despesas que compõem grande parte do orçamento obrigatório, garantindo a continuidade de reajustes do salário mínimo e a preservação de pisos de saúde, previdência e assistência social.
Conforme ressalta a publicação com base em análises de especialistas de contas públicas, a decisão de blindar os principais grupos de gastos obrigatórios reduz sensivelmente a margem para se atingir o montante pretendido de corte. O veículo aponta ainda a coexistência de visões divergentes entre assessores e aliados políticos sobre a velocidade e a extensão das medidas de ajuste.
