A Procuradoria-Geral da República contestou a determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o responsável pela Diretoria de Inteligência Policial. Em manifestação remetida ao presidente da corte, Edson Fachin, o procurador-geral Paulo Gonet sustentou que faltam elementos concretos para a perda temporária dos cargos e defendeu que o impasse seja submetido ao plenário do tribunal, segundo publicou o portal Brasil 247.
De acordo com o parecer da PGR, relatórios da corporação que registraram encontros e despachos processuais de Mendonça não configuram espionagem, monitoramento ou investigações ilegais no contexto das apurações do caso Banco Master. O documento pontua que as análises operacionais foram remetidas ao tribunal por solicitação judicial anterior e destaca a inexistência de vigilância ilícita sobre a vida pessoal do magistrado.
Gonet também apontou a ilegitimidade do Partido Novo para pleitear medidas cautelares no processo, explicando que apenas a polícia e o Ministério Público detêm competência para pedidos dessa natureza durante apurações criminais. O procurador-geral frisou ainda que afastar servidores federais exige demonstração fundamentada de ameaça às investigações, o que não ocorreu no processo.
Fonte: Brasil 247 · 14/10/2026
