A Procuradoria-Geral da República informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal que não foram encontradas evidências de vigilância ou espionagem nos relatórios da Polícia Federal direcionados ao ministro André Mendonça. O documento, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet e divulgado pelo Diário do Centro do Mundo a partir de dados da Folha de S.Paulo, rebate as justificativas adotadas para fundamentar o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e defende sua permanência no posto.
A manifestação técnica apontou que as informações analisadas correspondiam à rotina e à organização interna da polícia, sem registro de interceptação de dados pessoais, rastreamento físico ou acessos ilegais à vida privada do magistrado. O órgão argumentou também que a competência para nomear e substituir a chefia da instituição cabe ao Poder Executivo e apontou falta de legitimidade da representação partidária que provocou o caso.
O conflito decorre de desdobramentos de investigações e ordens conflitantes entre ministros da Corte, que chegaram a ser suspensas provisoriamente pela presidência do tribunal. A Procuradoria solicitou que a deliberação final sobre o comando da instituição e as medidas processuais seja submetida à votação do plenário da Corte.
Fonte: Diário do Centro do Mundo (DCM) · 14/10/2026
