O valor do barril de petróleo alcançou sua máxima em cinco meses, superando US$ 111, impulsionado por conflitos no Oriente Médio que colocam em risco o abastecimento e as rotas marítimas, relata o G1 Economia. O contrato Brent bateu US$ 111,12 com avanço matinal, enquanto o WTI subiu 5,7%, atingindo US$ 109,60. A escalada seguiu-se a declarações dos houthis sobre investidas contra alvos sauditas, incluindo pontos da estatal Aramco, não validadas de pronto pelas autoridades locais.

O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz gerou forte apreensão comercial, caindo para cerca de 8,5 milhões de barris diários após registros de explosão de embarcação por mina naval. Com o cenário adverso, a Agência Internacional de Energia colocou-se à disposição para coordenar nova retirada de reservas emergenciais de nações associadas, trabalhando paralelamente para liberar estoques de diesel antes do período de frio no Hemisfério Norte.

Em resposta à alta dos combustíveis, o governo dos Estados Unidos anunciou aporte de US$ 8 bilhões voltado a subsidiar produtores agrícolas no consumo de diesel durante o período de safra, buscando amortecer despesas em meio a pressões inflacionárias.

Fonte: G1 Economia · 20/10/2026