O petróleo Brent fechou a US$ 115,32 o barril nesta quarta-feira. O nível do petróleo Brent está cerca de 80% acima do início do ano. O Federal Reserve manteve os juros americanos entre 3,75% e 4%.

Dois dirigentes votaram por uma nova alta dos juros no Federal Reserve. O dólar teve uma das maiores altas diárias desde o Plano Real em uma semana. O real fraco e o juro longo perto de 15% são influenciados por Brasília.

O Copom se reúne nos dias 3 e 4 de novembro para decidir a Selic. O petróleo acima de US$ 110 chega ao Brasil pelo diesel. O fluxo pela passagem do Estreito de Ormuz está em cerca de 60% do normal.

As exportações do Golfo caíram por quatro semanas seguidas, segundo a ANZ Research. Na Petrobras, a defasagem do diesel em suas refinarias atingiu R$ 3,53 por litro. O IPCA de setembro foi de 4,58% em 12 meses.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Patrícia Pereira e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero que a alta do petróleo beneficia o setor de combustíveis, mas depende da manutenção dos fluxos no Estreito de Ormuz. O dólar forte e juros altos pressionam as margens das varejistas que importam insumos, exigindo cautela na análise de seus resultados futuros. A defasagem do diesel na Petrobras sugere custos elevados para o consumidor final, condicionando a demanda por veículos e transporte pesado. Prefiro acompanhar a evolução da Selic no Copom, pois a taxa de juros define diretamente o custo do crédito para o varejo brasileiro.