Segundo informações do Brasil 247, a Petrobras considerou positiva a determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de adiar para 19 de novembro de 2026 a audiência a respeito do programa Gas Release. A companhia declarou que o novo prazo permite aprofundar os debates sobre as consequências regulatórias da iniciativa, possibilitando analisar impactos futuros sem prejudicar o cronograma previsto pelo órgão fiscalizador.

A proposta apresentada pela agência estabelece a venda obrigatória de frações de gás natural pertencentes à estatal por meio de leilões, nos quais outros agentes poderiam comprar e revender o insumo com valores mínimos estipulados pela autarquia. Em manifestação enviada à consulta pública, a petroleira sustentou que busca o estímulo à liquidez e competitividade do mercado, desde que sejam mantidos o equilíbrio econômico e a segurança do fornecimento.

Contudo, a empresa advertiu que a obrigatoriedade da medida traz riscos à previsibilidade necessária para a realização de investimentos em infraestrutura, extração e importação de gás. A Petrobras argumenta que a iniciativa pode acarretar redução na oferta e manutenção da pressão sobre os preços a médio e longo prazo, funcionando apenas como uma realocação provisória de volumes já existentes sem garantia de benefícios contínuos ao consumidor.