Apoiadores do senador Flávio Bolsonaro mobilizaram perfis em redes sociais para divulgar dados pessoais de brasileiros residentes no exterior que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno da eleição presidencial. A ação incluiu tentativas de descobrir empregos e residências, além de ameaças de queixas a órgãos migratórios em países como Polônia, Coreia do Sul, Japão e Bélgica. Segundo apuração publicada pelo Diário do Centro do Mundo, não constam provas de que a equipe formal da campanha do candidato esteja por trás da iniciativa.
Na Polônia, duas brasileiras foram alvo de perseguição virtual após suas imagens apoiarem o candidato petista, atraindo a atenção do eurodeputado Dominik Tarczyński, que chegou a pedir suas identificações e deportações. O Itamaraty comunicou que a embaixada em Varsóvia permaneceu disponível para fornecer apoio consular.
A movimentação ocorreu sob o mote de uma iniciativa intitulada "De volta para minha terra", articulada por redes anônimas no X. Entre os casos, foram compartilhadas imagens de documentos e registros pessoais, com menções a notificações de autoridades de segurança pública estrangeiras contra apoiadores do atual presidente.
Fonte: Diário do Centro do Mundo (DCM) · 10/10/2026
