Apresentada pelo Poder Executivo na reta final do calendário eleitoral, a Proposta de Emenda à Constituição da Tarifa Zero enfrenta entraves e receio por parte de lideranças legislativas. De acordo com informações do JOTA, a principal fonte de descontentamento reside no mecanismo que reserva cerca de 26,8% das emendas individuais e de bancada de execução obrigatória para subsidiar a gratuidade nos transportes.

Líderes de partidos no Parlamento avaliam que a proposição foi encaminhada sem debates prévios e dependerá fortemente do resultado da eleição presidencial para ter viabilidade de prosseguimento. Há parlamentares favoráveis ao benefício em períodos específicos, como aos finais de semana, mas contrários à perda de recursos das emendas.

Diante da baixa aceitação sobre essa reserva de recursos, alternativas começaram a ser ventiladas nos bastidores da Câmara e do Senado. Entre as possibilidades de substituição de receita figuram a utilização da Cide sobre derivados de petróleo, receitas provenientes de compensações financeiras da exploração de óleo e a criação de fundos empresariais substitutivos ao vale-transporte.