A identificação de duas vulnerabilidades graves na linguagem de programação PHP motivou a suspensão preventiva de serviços digitais no Brasil, incluindo a plataforma do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Conforme apurado pelo G1 Economia, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e tribunais regionais federais, como TRF1, TRF4 e TRF6, interromperam os acessos externos para resguardar a integridade institucional.
Segundo especialistas e órgãos de governo, as falhas possibilitam a invasores obter o controle de servidores sem a exigência de senhas de acesso. O Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital e o Gabinete de Segurança Institucional emitiram alertas determinando a atualização imediata dos softwares da administração pública federal, enquanto o Ministério da Gestão solicitou a desativação provisória de páginas sob essa tecnologia.
Relatos reunidos pela reportagem apontam que as brechas de segurança foram descobertas por inteligência artificial e reportadas originalmente em agosto pela empresa Calif e pela OpenAI, com validações posteriores da Wiz. O impacto também repercutiu internacionalmente, forçando a interrupção de portais oficiais nos Estados Unidos e na França a pedido de agências reguladoras e governamentais.
