Segundo levantamento divulgado pelo G1, o equilíbrio fiscal é o principal foco econômico da corrida presidencial em um contexto em que o endividamento do país alcança cerca de 11,1 trilhões de reais, o equivalente a 82,9% do PIB. Com 90% das despesas primárias projetadas para 2027 já comprometidas com gastos obrigatórios, especialistas destacam que os candidatos não detalharam as fontes para custear suas propostas de governo.
Entre as medidas em discussão, Flávio Bolsonaro defende a compra de débitos pelo poder público para renegociação com condições facilitadas via Caixa Econômica Federal, além de programas de pontuação para adimplentes. Economistas ouvidos pela reportagem alertam para o risco de estatização de dívidas privadas e possíveis retrações futuras na oferta de crédito pelos bancos. Em contrapartida, Luiz Inácio Lula da Silva sancionou recentemente legislação perdoando pendências de microempreendedores individuais com a União, benefício que visa contemplar mais de 3,6 milhões de trabalhadores autônomos.
