A Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar ilicitamente mais de 7,6 bilhões de reais utilizando redes de combustíveis no estado do Rio de Janeiro. A ação cumpriu mandado de prisão preventiva contra o deputado estadual eleito Márcio Canella, apontado pelas investigações como peça articuladora e recebedor de repasses do esquema financeiro, além de executar medidas de busca e apreensão em diversos municípios fluminenses.
As deliberações foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também ordenou o sequestro de valores e bens e a paralisação das atividades de 112 pessoas jurídicas, entre elas 96 postos de combustíveis. Conforme a apuração da PF, o esquema combinava a exploração de postos, lavagem de capitais, direcionamento de licitações públicas e cooptação de agentes institucionais. A reportagem registrou que a defesa de Canella não havia retornado aos contatos.
Fonte: Poder360 · 15/10/2026
