De acordo com informações apuradas pelo Politico Europe, representantes de Kiev e de Moscou planejam se reunir com negociadores norte-americanos em Abu Dhabi no dia 10 de novembro, sob incentivo de Donald Trump. O objetivo do encontro trilateral preliminar é avaliar passos imediatos de distensão, como a troca de prisioneiros e a interrupção de ataques a estruturas de energia e no Mar Negro, além de estruturar o formato para um eventual diálogo direto entre os chefes de Estado dos três países.
A publicação aponta que a formulação de um acordo definitivo esbarra em exigências de proteção mútua e na questão territorial. O presidente Volodymyr Zelenskyy defende que decisões sobre demarcações de fronteira cabem unicamente aos líderes nacionais, embora negociações anteriores tenham abordado a criação de faixas desmilitarizadas no Donbas. Paralelamente, espera-se que a Rússia também pleiteie garantias próprias, visando conter ou reverter a presença da Otan em suas proximidades.
A participação dos governos europeus desponta como outro impasse no processo diplomático relatado pelo veículo. Responsável pela maior fatia do auxílio econômico e militar à Ucrânia após a interrupção da assistência norte-americana em 2025, a Europa reivindica assento nas discussões sobre segurança e reconstrução. Contudo, as nações do continente ainda enfrentam divergências internas sobre quais representantes devem falar em nome do bloco e como lidar diretamente com a liderança russa.
