Segundo publicação do JOTA com base em avaliação da agência Moody’s, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva indica a continuidade das atuais diretrizes orçamentárias, sem mudanças imediatas na classificação de crédito do Brasil. A instituição adverte que a adoção de ajustes puramente graduais arrisca prolongar déficits nominais e elevar os custos de financiamento estatal, contexto agravado pelo endividamento bruto em cerca de 83% do PIB e pela intensa rigidez orçamentária imposta por normas legais.
Conforme aponta a agência, a estabilização da relação da dívida com o PIB demandaria um saldo primário de até 3%, índice considerado impraticável sem a realização de reformas. Por observar um descompasso entre a política fiscal e a postura do Banco Central, a entidade prevê a manutenção dos juros em níveis restritivos. Paralelamente, avalia-se que a ampliação de parlamentares de oposição no Congresso não facilitará cortes em despesas previdenciárias ou sociais devido ao custo político, levando o governo a se apoiar em bancos públicos e medidas do Executivo para implementar sua agenda.
