Segundo publicação do TheStreet, a Meta Platforms pretende disponibilizar aos seus investidores, no início de 2027, uma nova classe de papéis negociados em bolsa, denominada Classe C. Com a mecânica de um desdobramento de ações na proporção de duas para uma, os novos títulos não concederão direito a voto, garantindo que Mark Zuckerberg preserve seu controle sobre as decisões corporativas por meio das ações Classe B.
A estratégia tem como objetivo fornecer uma moeda de troca para remuneração de funcionários, eventuais aquisições e captação de recursos financeiros. Conforme reporta o veículo, a flexibilidade de caixa é necessária diante da previsão de despesas de capital entre 135 bilhões e 145 bilhões de dólares em 2026, voltadas à montagem de centros de dados, compra de processadores avançados e desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.
O impacto desses investimentos já se faz presente nos balanços da companhia, que registrou fluxo de caixa livre negativo de 2,12 bilhões de dólares no terceiro trimestre, após um forte avanço nos gastos com propriedades e equipamentos. Além disso, o TheStreet aponta que projetos de inteligência artificial como o agente Muse apresentam custos operacionais expressivos, impulsionando a empresa a buscar alternativas financeiras mais cedo.
