De acordo com o The Guardian Business, os mercados financeiros globais enfrentaram uma onda de desvalorização em ações vinculadas à inteligência artificial, motivada por preocupações de investidores a respeito do retorno real dessas tecnologias. Esse movimento pressionou o índice de semicondutores de Filadélfia ao seu patamar mais baixo desde julho, enquanto papéis de fabricantes de chips de memória acumulam perdas superiores a 50% frente aos seus recordes. Paralelamente, receios geopolíticos elevaram o barril de petróleo Brent a US$ 113,17, e o diferencial de rendimentos entre os títulos públicos de dez anos da França e da Alemanha atingiu a maior expansão diária desde 2020.

Em meio a esse cenário de volatilidade, os títulos do Tesouro norte-americano voltaram a operar como refúgio financeiro, o que gerou uma queda nas taxas dos papéis de dez anos para 4,95%. A busca por proteção ocorreu a despeito da divulgação de números favoráveis sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, onde os pedidos iniciais de seguro-desemprego recuaram para 194 mil, indicando que o estresse dos investidores decorre mais da aversão a risco do que dos fundamentos imediatos.

A publicação reportou ainda indicativos de desaceleração no Reino Unido, onde o volume de vendas no varejo caiu em setembro e o índice de confiança dos consumidores registrou forte retração em outubro. Entre os fatores pontuados para o fraco desempenho do comércio britânico esteve a ocorrência de temperaturas mais amenas, que prejudicou a comercialização de roupas de inverno.